Islalli

Designer estratégico desde os anos 90

Designer nativo desde os anos 90

Sou Islalli, designer em Uberlândia, MG, e dono da Do Conta Design Estratégico. Israel Lalli é meu nome oficial. Desenho desde os anos 90; trabalho entre design, tecnologia e comunicação desde a virada do milênio. Quando digo que sou um designer nativo, não estou contando o tempo para reivindicar autoridade. Estou falando de ter aprendido a pensar com as mãos e de continuar aprendendo quando o suporte, a ferramenta e o problema mudam.

Minha primeira escola de design foi a gráfica, entre embalagens, caixas e rótulos. Eu precisava entender como uma forma desenhada na tela se comportaria depois de impressa, cortada, dobrada e montada. Com 3D Max, Corel e Illustrator, fui aprendendo que uma ideia precisa sobreviver ao encontro com o material. A dobra errada não se resolvia com uma apresentação bonita. Era preciso voltar ao desenho, medir e tentar de novo.

No estúdio editorial, aprendi a organizar informação para quem lê. Revistas, jornais e livros exigiam ritmo, hierarquia e consistência em muitas páginas. O InDesign me deu espaço para automatizar tarefas repetidas e cuidar melhor das decisões que pediam atenção. Uma folha de estilos não era só uma conveniência: era um acordo sobre como o conteúdo deveria se comportar, mesmo quando mudava de tamanho ou de lugar.

A chegada da web e a virada do Orkut para o Facebook mudaram a maneira de publicar e conversar. Levei para esse ambiente o que havia aprendido no editorial e na publicidade: escolher o que dizer, entender para quem e dar forma a uma sequência que faça sentido. A página deixou de ser um destino fixo. O conteúdo passou a circular, receber resposta e disputar atenção em contextos que eu não controlava.

No estúdio de front-end, passei a defender a experiência do usuário como parte do trabalho desde o começo. UX Research e UX Writing me ajudaram a trocar suposições por perguntas e a olhar para as palavras como parte da interface. Escrever código também aproximou o desenho da implementação. Entender o que acontece entre uma tela proposta e uma tela funcionando mudou a maneira como eu projeto.

A direção comercial e o trabalho com negócios ampliaram meu olhar sobre os problemas de design. Aprendi a escutar uma demanda sem confundi-la imediatamente com a solução. Uma empresa pode pedir um site e precisar primeiro explicar sua oferta. Pode pedir mais tráfego e ainda não ter uma experiência que ajude alguém a decidir. Essa passagem me ensinou a conectar a intenção do negócio com o que as pessoas precisam compreender e fazer.

Hoje, pesquisa, produto, código e inteligência artificial fazem parte da mesma curiosidade. Uso a IA para explorar caminhos e trabalhar com novas possibilidades, mantendo comigo a responsabilidade de escolher, conferir e dar sentido ao resultado. As ferramentas mudam; a atenção ao problema permanece. A caixa de papelão virou o Box Model do CSS, a folha de estilos do InDesign virou Design Token. Reconheço essas pontes porque atravessei os dois lados.

O que eu faço

Sou dono da Do Conta Design Estratégico, uma consultoria que vai do negócio até a UI. Trabalho a partir de Uberlândia, Minas Gerais, conectando estratégia, pesquisa e construção de interfaces. Meu papel é ajudar a tornar mais claro o que uma empresa oferece, como isso chega às pessoas e como a experiência pode sustentar essa promessa. O desenho da tela vem junto de decisões sobre conteúdo, prioridades e funcionamento.

Meu trabalho em Design Estratégico e UX Design começa pela compreensão do contexto. Procuro entender o negócio, ouvir quem usa o produto e identificar o que precisa ser resolvido antes de escolher uma forma. A pesquisa ajuda a fazer perguntas melhores. A interface deve transformar o que aprendemos em caminhos compreensíveis, com informação suficiente para a pessoa agir sem precisar adivinhar o próximo passo.

Sou especialista em Figma, Design Systems e Design Tokens. Trabalho com componentização, variantes e Atomic Design para organizar interfaces que possam evoluir com consistência. Não me interessa criar uma biblioteca só para deixá-la arrumada. Interessa que as decisões sejam claras, que os componentes respondam a necessidades reais e que o sistema ajude quem desenha e quem implementa a conversar sobre a mesma coisa.

HTML e CSS são parte do meu repertório de design, assim como SEO e tráfego pago. Acompanho as possibilidades do CSS porque elas mudam o que podemos construir e como podemos adaptar uma interface. Penso na descoberta do conteúdo e no caminho de quem chega por uma busca ou anúncio. Encontrar uma página é o começo; entender a oferta e conseguir conversar são partes da mesma experiência.

O que me move

O que me move é aprender, cozinhar e criar. Gosto de descobrir como as coisas funcionam e de experimentar até entender o que posso fazer com elas. Na cozinha, esse impulso ganha outro ritmo: preparo, provo, ajusto e compartilho. Criar, para mim, também é prestar atenção ao que está perto, sem precisar transformar toda curiosidade em trabalho.

Sou pai de duas filhas, e esse lugar faz parte de como vejo o tempo e o cuidado. Quero continuar curioso, presente e disposto a aprender. Depois de tantas mudanças de ferramenta e de linguagem, é isso que ainda reconheço como meu ponto de partida: observar com atenção, fazer boas perguntas e colocar alguma coisa no mundo que tenha sentido para alguém.